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Arte | Apresentção do catálogo “A ARTE DEVE VIVER AO SOL – GASTONE NOVELLI NO BRASIL”

Arte Lançamento Gastone Novelli Horizontal

O Instituto Italiano de Cultura de São Paulo (IICSP) e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) promovem, no dia 27 de agosto de 2026, às 19h, o lançamento do catálogo referente à exposição “A arte deve viver ao sol. Gastone Novelli no Brasil”, dedicada ao artista italiano Gastone Novelli e apresentada entre agosto e outubro de 2025, realizada pelo IICSP em parceria o MAC USP e o Archivio Gastone Novelli, de Roma. O evento acontece no Auditório Walter Zanini, no 1º andar do museu.

A programação inclui a palestra do professor Andrea Lombardi, docente de Letras e Literaturas Italianas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que discorrerá sobre a obra e a trajetória de Gastone Novelli. O evento é gratuito, ministrado em português, e não requer inscrição prévia — o acesso se dará por lista de presença no local. Para os participantes interessados em comprovação de horas como atividade extensionista, será emitido certificado mediante assinatura da lista de presença.

Sobre a exposição

O catálogo lançado no evento é dedicado à exposição “A arte deve viver ao sol – Gastone Novelli no Brasil”, que trouxe 30 trabalhos do artista italiano que viveu no Brasil entre 1948 e 1954 e aqui amadureceu sua vocação artística. A mostra teve curadoria de Ana Magalhães e Marco Rinaldi.

Para Lillo Teodoro Guarneri, diretor do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, Gastone Novelli contribuiu enormemente para o desenvolvimento de linguagens artísticas e, tanto a exposição realizada em 2025 quanto o lançamento do catálogo, ressaltam também o papel fundamental de muitos outros artistas que viveram, naquele período, no Brasil e foram permeados pelas múltiplas influências culturais do país.

Gastone Novelli (1925–1968) chegou ao Brasil aos 23 anos, após estudar ciências sociais e políticas em Florença e receber formação acadêmica em artes visuais em Roma. Encontrou no país um momento de efervescência artística, marcado pela abertura de dois grandes museus e pelo debate sobre o abstracionismo: o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), com sua mostra inaugural em 1949, e o Museu de Arte de São Paulo (MASP), que recebeu exposições individuais de Alexander Calder e Max Bill no período. Novelli foi acolhido pelo diretor do MASP, Pietro Maria Bardi, que criou o Instituto de Arte Contemporânea (IAC) do museu e o convidou para lecionar composição e desenho.

A exposição refletiu esse contexto, no qual Novelli desenvolveu a pintura abstrata pela primeira vez, ao mesmo tempo em que explorava a produção cerâmica e mural. O artista também assumiu posição de destaque no ambiente artístico paulistano: criou projetos expositivos, lecionou no IAC, participou ativamente da Oficina de Arte (ODA) e foi convidado para as Bienais de São Paulo de 1951 e 1953. Para o curador Marco Rinaldi, esse foi um momento propício ao desenvolvimento teórico dos primeiros germes de uma reflexão sobre a linguagem da arte. Partindo de um traço inicial expressionista, Novelli experimentou diversas manifestações das vanguardas artísticas surgidas entre o início e meados do século 20.

O título da exposição foi extraído do manifesto publicado em 1952 pela Oficina de Arte, assinado por Novelli: “A arte deve viver ao sol, nas praças, em meio ao povo!”. A frase expressava o compromisso do artista e de seus companheiros em unir a arte ao desenho industrial e à pintura mural, com o objetivo de democratizar a pesquisa artística — “um valor fundamental para os artistas modernos em um mundo em reconstrução”, observa a curadora Ana Magalhães.

Sobre o palestrante

Andrea Lombardi é formado pela Universidade de Roma “La Sapienza” (Itália) e diplomado em música pelo Conservatório S. Pietro a Maiella, em Nápoles (Itália). É doutor em Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (FFLCH, 1994) e realizou pós-doutorado na Universidade de Trento (2019–2020). Professor Associado II da UFRJ, atua na área de Letras, com ênfase em literatura italiana, literatura comparada e teoria da tradução. Coordena o projeto de extensão ESTTRADA (Estudos de Tradução e Adaptação) da UFRJ, contemplado com dois fomentos da Faperj, e lidera o grupo de pesquisa homônimo junto ao CNPq. Suas linhas de pesquisa incluem o expressionismo literário, as teorias da tradução e a ética da leitura.

 

  • Organizado por: MAC USP
  • Em colaboração com: IIC San Paolo