Leonardo da Vinci (1452-1519) é considerado o arquétipo do gênio universal. “Realmente admirável pintor, escultor, teórico da arte, músico, escritor, engenheiro mecânico, arquiteto, cenógrafo, mestre fundidor, especialista em artilharia, inventor, cientista”: assim o descreve Giorgio Vasari em “Le vite de più eccellenti pittori, scultori e architettori”, em 1568. O artista, cuja maior pintura – à qual dedicou três anos de vida – intitulada A Última Ceia, por toda vida nutriu uma paixão incondicionada pela cozinha. Da Vinci foi garçom, cozinheiro, proprietário de um restaurante com o colega pintor Sandro Botticcelli, inventor de máquinas para a cozinha, além de mestre de cerimônias e banquetes na corte da família Sforza, em Milão.
Fabiano Dalla Bona é professor Associado de Língua e Literatura e Literatura Italiana da Faculdade de Letras da UFRJ. Presidente da Associação Brasileira de Professores de Italiano (ABPI). É autor de Literatura e Gastronomia (Italianova, 2005), O Céu na Boca e Fama à Mesa (Tinta Negra, 2010)